O poder da internet se mostra cada vez maior. Depois de muita polêmica, Jean Sarkozy, de 23 anos, filho do presidente francês Nicolas Sarkozy, desistiu de se candidatar a cargo público.
Uma petição na internet contra a candidatura de Jean Sarkozy para dirigir o orgão que administra o bairro empresarial La Défense, uma das áreas mais ricas da França, já reuniu mais de 43 mil assinaturas.
A possível nomeação de Jean Sarkozy, 23 anos, filho do presidente francês Nicolas Sarkozy, está provocando inúmeras críticas no país, além de acusações de nepotismo. Os franceses estão nomeando o caso de “Banana Republique”, acusam o presidente de nepotista e afirmam que Jean Sarkozy não tem nenhuma experiência profissional nem legitimidade para o cargo, que já foi ocupado por seu pai entre 2005 e 2006.
A revolta virtual chegou às ruas: Com bananas como telefones, protestantes pedem empregos para os filhos. E a ironia em relação ao caso não parou por aí, milhares de internautas gozaram sua indicação para o cargo, em blogs e sites de relacionamento como Twitter e Facebook.
Em mensagens irônicas na internet, os franceses propõem que ele substitua o secretário-geral da ONU ou o treinador da seleção francesa de futebol e sugerem que ele receba o prêmio Nobel da Paz por ter feito os franceses rirem nesta época de crise. Um internauta chegou a colocar Jean Sarkozy “à venda” no site e-Bay, afirmando esperar encontrar “um comprador que possa lhe oferecer uma primeira experiência profissional”.
Pois é, nem o filho de Sarkozy pode conter a revolta dos franceses. Mais uma vez, podemos ver que a internet pode ser, também, uma arma política. E precisamos fazer bom uso dela, pelo bem próprio e coletivo.


















